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21/03/2006
Projeto vai fazer controle do impacto ambiental nos 90 km da costa do PR
O Paraná saiu na frente na defesa à biodiversidade da costa brasileira. O Projeto de Gestão Integrada da Zona Costeira do Paraná, desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, vai possibilitar o controle do impacto ambiental sobre os ecossistemas costeiros do litoral paranaense. Na próxima semana, ele entra em fase de discussão pública pelas comunidades litorâneas. Tão logo esta fase esteja concluída o projeto estará pronto para ser executado.
Criado com auxílio de docentes da Universidade Federal do Paraná, o programa paranaense é uma das principais ações de preservação da vida marinha em curso no Brasil, lançada em um momento crítico para a conservação da biodiversidade do planeta.
O projeto foi desenvolvido em função do crescimento das atividades produtivas como o turismo, maricultura, atividade portuária e pesca, gerando conflitos de uso sem sustentabilidade. Financiado pelo Banco Mundial e pelo Ministério do Meio Ambiente, o projeto tem o objetivo de ordenar a ocupação das áreas litorâneas e promover o uso sustentável dos recursos aquáticos pelas comunidades tradicionais.
Ocupação desordenada - A costa paranaense possui 90 quilômetros de extensão e abrange seis municípios à beira-mar. É considerada uma das áreas mais bem preservadas da costa brasileira. O Estado abriga duas das 18 áreas prioritárias para a conservação marinha no país: o complexo estuarino lagunar de Paranaguá e a planície costeira de Guaratuba.
De acordo com o coordenador do projeto, Paulo Roberto Castella, a região litorânea tem sofrido com a ocupação desordenada da orla e o crescimento urbano e industrial. Segundo ele, o Paraná concentra ecossistemas marinhos de grande diversidade biológica, como manguezais, praias, restingas, marismas, costões rochosos e habitats submersos. “Além disso, as baías do Litoral são utilizadas por peixes para a reprodução”, afirma.
Entre as atividades realizadas no Projeto encontra-se o licenciamento ambiental para produção de ostras e mariscos e o monitoramento da qualidade ambiental em toda a área costeira do Estado.
Medidas - Nesta terça-feira (21), o Greenpeace divulgou na Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8), em Curitiba, um relatório que identifica as últimas áreas intactas de florestas e oceanos, e pede a adoção de medidas urgentes de proteção. Apenas 1% das águas oceânicas é protegida atualmente, segundo o texto.
“O tempo está se esgotando”, afirma Karen Sack, ecologista do Greenpeace Internacional. “As delegações reunidas em Curitiba têm a oportunidade de retomar essa discussão, para que os países tomem a iniciativa de proteger a vida marinha”.
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Imagens associadas
Na foto da esq. para a dir.: Christoph Thies do Greenpeace da Alemanha, Alexey Yaroshenkov do Greenpeace da Russia, Callun Roberts do Greenpeace da Inglaterra e Karen Sack do Greenpeace da Africa do Sul.
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