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24/03/2006
Paraná é pioneiro em controle de emissões atmosféricas no país

No dia em que Organizações Não - Governamentais e movimentos sociais divulgaram um documento com os maiores desafios sobre as mudanças climáticas no Brasil, nesta sexta-feira (24), durante a 8ª. Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade (COP 8), o Governo do Paraná e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) adiantaram os dados sobre a evolução das emissões climáticas na maior área populacional e industrial do Estado, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Utilizando 12 centrais de monitoramento, oito automáticas (ao custo de R$ 400 mil cada) e quatro manuais, os índices apontaram uma conjuntura surpreendente: em análise média diária, a RMC apresentou qualidade “boa” em 90% dos dias, de 1999 a 2005. “O próprio Centro de Curitiba, com pontos de altos índices de emissões de carbono mostrou maior qualidade, e isto não se deve apenas a um melhor combustível para os automóveis, mas a ações efetivas desenvolvidas pelo IAP e o Estado”, afirmou Maria da Graça Patva, do IAP.

Desde 2002, o Governo Estadual vem exigindo a adequação de todas as empresas do Estado a padrões rígidos para a emissão de gases. “O prazo final para o enquadramento é 2007 e muitas empresas já estão compatíveis com as exigências. "Foi uma iniciativa inédita do Paraná. Continuamos na vanguarda nessa questão", disse Maria da Graça. Segundo ela, o Governo quer ampliar as estações de monitoramento para outras cidades do Estado.

Sinergia - O representante do Greenpeace, Marcelo Furtado, disse durante a divulgação do documento que atualmente há “uma difícil sinergia entre a COP 8 e a Convenção das Mudanças Climáticas. São os mesmos países em ambas as convenções e uma total ausência prática”.

Segundo Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam), 80% dos combustíveis fósseis emitidos para a atmosfera são dos países industrializados e 20% dos países do Terceiro Mundo, com as queimadas das florestas tropicais. “Enquanto alguns países como a China resolveram enfrentar o problema da destruição das florestas e das mudanças climáticas como ‘oportunidade’, o Brasil, líder em biodiversidade mundial, tem medo de se posicionar. E os resultados, que vão do Norte ao Sul, apresentam secas impensáveis e até furacões”, afirmou.

 

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