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27/03/2006
Técnicos de seis países visitam os “Corredores de Biodiversidade” do Paraná
Técnicos das delegações do Paraguai, Argentina, México, Estados Unidos, Uruguai e Alemanha, que estão participando da 8ª Convenção das partes da Diversidade Biológica (COP8) visitaram, no último final de semana (25 e 26) os “Corredores de Biodiversidade”, que estão sendo construídos pelo governo do Paraná através do Programa Paraná Biodiversidade, em três regiões distintas do estado.
“Foi um imenso prazer visitar atividades de campo positivas, com a participação da sociedade local”, disse o presidente do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF), Len Good, que conheceu o Corredor Iguaçu-Paraná. O GEF doou, em 2002, US$ 8 milhões ao Paraná para o desenvolvimento do Programa, considerado pelo Fundo uma experiência pioneira no mundo. Atualmente, o GEF possui uma carteira de projetos no mundo com investimentos de US$ 2,7 bilhões.
O Programa Paraná Biodiversidade está fazendo a conexão de remanescentes florestais a Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente, transformando-os em grandes corredores que irão garantir o fluxo e a preservação da fauna e da flora.
No mesmo grupo do presidente do GEF estavam a gerente de Comunicação e Extensão do Fundo Mundial, Claire Fleming, o gerente de projetos de Meio Ambiente para América Latina do Banco Mundial, Michael Carroll, e o gerente da área de florestas do Banco Mundial, Gregor Wolf . A visita incluiu ainda o Parque Nacional do Iguaçu, o Corredor Santa Maria e os trabalhos realizados no município de São José das Palmeiras.
Além dos profissionais estrangeiros, especialistas dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul também participaram das visitas de campo.
Outro grupo de técnicos, acompanhados por um grupo de agricultores locais do corredor Caiuá-Ilha Grande, puderam constatar a mudança gerada na vida de pequenos produtores com a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, como agricultura orgânica, recuperação de matas ciliares e reserva legal.
“Aliar a participação dos agricultores contribui imensamente com a proposta central, que é a construção dos corredores. É necessário que as propriedades do entorno dos corredores estejam saneadas do ponto de vista ambiental para garantir o retorno e a permanência da flora e da fauna”, disse o coordenador do Projeto de Manejo dos Recursos Naturais e Biodiversidade do Urugai, Alfredo Bruno.
Durante a visita ao Corredor Caiuá-Ilha Grande o grupo teve a oportunidade de constatar, no município de São Jorge do Patrocínio, a melhoria na qualidade do solo e da água provocada pela conversão da agricultura convencional para agricultura orgânica nas propriedades.
“A conservação da biodiversidade para estes grupos não significa somente a criação de parques, mas, principalmente, o desenvolvimento de atividades econômicas cotidianas associadas à preservação da diversidade biológica”, disse o gerente do Programa, Erich Shaitza.
Já o corredor Araucária foi visitado por um terceiro grupo. Eles estiveram nos municípios de Mangueirinha e Foz do Jordão. O grupo conheceu ainda um dos principais viveiros do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para produção de mudas nativas, em Guarapuava.
As viagens de campo fizeram parte da programação promovida pelo Programa, em parceria com o Banco Mundial. Durante esta semana, o Programa Paraná Biodiversidade continua com atividades em seu estande, no Expotrade e reuniões com o Ministério do Meio Ambiente, Incra e Embrapa, sobre acordos de cooperação para criação de bancos de conservação genética da Araucária e sobre a formação de um grande corredor ecológico unindo unidades de conservação do Paraná e Santa Catarina.
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