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28/03/2006
Tarifa Social da Sanepar é destaque no COP8

A garantia do acesso à água tratada de qualidade, por meio do programa Tarifa Social da Sanepar, foi destaque durante o COP8 - 8ª. Conferência das partes da Convenção sobre Diversidade Biológica. Além da Tarifa Social, a Sanepar apresentou os programas da empresa em relação aos recursos hídricos. O COP8 reúne representantes de governos de mais de 150 países que, até dia 31 de março, estarão discutindo questões sócio-ambientais em Curitiba.

O presidente da empresa, Stênio Jacob, afirma que o programa só pôde ser implementado graças à ação do governo estadual, “que, ao assumir, anulou o pacto de acionistas e devolveu aos cidadãos a companhia paranaense de água”. O Programa atende hoje, a cerca de 1 milhão e 300 mil pessoas, que moram nos 343 municípios paranaenses onde a empresa atua. Cada família inscrita paga cerca de R$ 5,00 pela água tratada. “Estamos proporcionando inclusão social e saúde para estas pessoas”, completa Stênio.

A aplicação da Tarifa Social faz parte do compromisso do governador Roberto Requião de garantir a universalização do acesso à água para toda população do Paraná. O programa também foi recentemente elogiado pelo canadense Tony Clarke, presidente do Instituto Polaris. Para ele, a aplicação da Tarifa Social é uma forma eficaz de compartilhar a água.

Um exemplo claro deste benefício é o caso de Antonio Ferreira Bueno, 57 anos, catador de papel. Ele mora com a esposa e mais seis filhos numa casa de 25 metros quadrados em Laranjeiras do Sul. Antonio afirma que “se não fosse a Tarifa Social, eu não sei como faria para sobreviver”.

Critérios - Podem usufruir o benefício usuários que tenham renda per capita de até 1/2 salário mínimo, residam em imóvel de até 70 m² e mantenham o consumo mensal de água em 10 m³. Ao fazer a inscrição, o usuário assume o compromisso de não extrapolar o consumo de 10 m³ por mês, para uma família de quatro pessoas. “Este controle é necessário para que os usuários façam o uso racional da água, evitando desperdícios, e para não comprometer a disponibilidade dos recursos hídricos”, explica Jacob.

 

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