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15/03/2006
Delegados do MOP3 visitam o Porto de Paranaguá

Delegados de 15 países participantes da 3ª Reunião do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança - MOP3 - estiveram nesta quarta feira (15/03) no Porto de Paranaguá para conhecer a capacidade técnica do Paraná no controle e fiscalização de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs).

As delegações visitaram o corredor de exportação, por onde os granéis sólidos são embarcados e as instalações da Claspar, onde é feita a análise dos grãos. O Porto de Paranaguá é área livre de transgênicos há três anos por decisão do Governo do Estado e tornou-se referência na área.

O engenheiro agrônomo Marcelo Silva, da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento – SEAB, informou que as delegações representando os seus países foram escolhidas em função dos mercados compradores da soja convencional embarcada via o Porto de Paranaguá.

“As delegações vindas da China, Irã, México, Suíça, Noruega, França, entre outros, preferem importar soja convencional produzida pelo Paraná, e com essa visita podemos mostrar que a Secretaria da Agricultura, a Claspar e o Governo do Estado têm experiência e competência na fiscalização de OGMs”, disse o engenheiro.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina – APPA, Eduardo Requião, que recepcionou os visitantes, ressaltou que a visita “é importante porque ajuda o Paraná a defender a sua posição, diante do Governo Federal, de ter o direito de ter em Paranaguá um porto exportador de grãos livres de transgenia”.

Eduardo Requião acrescentou que “o MOP3 é uma oportunidade para mostrar ao mundo que a agricultura do Paraná é, na sua grande maioria, tradicional e de qualidade, e que tem no porto uma equipe que luta para torná-lo uma referência como área livre dos produtos transgênicos”.

O superintendente da APPA ressaltou que, desde o início do plantio de transgênicos, o Porto de Paranaguá não recebeu “um grama sequer de soja transgênica”. Segundo ele, “o que há é a falsidade ideológica, ou seja, produto transgênico que chega aqui com nota fiscal como se fosse de plantio tradicional, mas a fraude é prontamente detectada durante a análise. Ainda assim, o número de casos é insignificante e, a cada ano, embarcamos volume maior de soja e seus derivados”, concluiu.



 

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