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16/03/2006
MOP3 em dia decisivo
Negociações exaustivas em reuniões que adentram a madrugada têm sido a rotina entre as delegações dos países que discutem o tema mais polêmico do MOP3, em Curitiba – a definição de regras para a identificação de Organismos Vivos Modificados (OVMs) no comércio internacional.
À véspera do encerramento da 3ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena, a busca de um acordo no Grupo de Contato formado para discutir especificamente o artigo que trata da identificação dos OVMs ainda não havia abordado, até a manhã desta quinta-feira (16), seu principal tópico – a adoção de um prazo para que os países se adaptem a um controle mais rígido dos transgênicos.
O período de quatro anos para que os países invistam em logística e certificação de um sistema que garanta a identificação dos OVMs integra a proposta brasileira para a solução do impasse resultante da última edição do MOP. “Ainda é muito prematuro avaliarmos quais serão nossas dificuldades na discussão do prazo”, afirma o representante do Ministério das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado.
Nova Zelândia e Paraguai estão entre os países que podem vir a bloquear a adoção de um acordo, já que ainda mantém a defesa da expressão “pode conter” para a identificação dos OVMs. “A grande vantagem do Brasil é que o texto base de discussões é nosso, e nós seremos intransigentes em sua defesa”, aponta Machado.
O Brasil co-preside o Grupo de Contato, formado por cerca de 50 países interessados na discussão mais aprofundada do tema. Um outro grupo ainda mais restrito, denominado “Amigos do Coordenador”, reuniu 15 países nesta quinta-feira para discutir os tópicos que apresentam maior dificuldade de negociação.
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