BRASIL ECONÔMICO (SP) • DESTAQUE • 30/1/2010
A crise que veio para o bem

Claudinei Santos, coordenador do núcleo de estudos de negócios do esporte da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), entende que esses resultados financeiros são reflexos, também, da crise que murchou a bola dos mercados europeus.

A crise mundial fez o favor de colocar um ponto de interrogação na cabeça dos dirigentes (dos principais clubes de futebol da Europa)”, reflete Róbson Kalil.

O executivo pondera que a relação entre investimento e retorno ganhou ainda mais importância nesses tempos de crise e que está acontecendo uma

reavaliação dos altos salários e das altas cifras envolvidas nas transferências dos atletas. De fato, “jogadores impõem o custo mais significativo na maioria, se não em todos, os clubes”, lembra Chadwick. O professor aponta para o aumento do número de transfe-rências por empréstimo como um resultado dessa reavaliação.

“Os clubes não estão preparados para incorrer os custos potenciais de longo prazo de um jogador, especialmente se ele não vai bem”, afirma.


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